Acidentes domésticos com idosos cresceram na pandemia

Confinados! Assim tem sido a vida de milhões de pessoas desde o inicio da pandemia. Mas, se por um lado ficar em casa previne a contaminação por Covid-19, por outro, acende um alerta em relação aos acidentes domésticos. Segundo dados da USP (Universidade Federal de São Paulo), 29% dos idosos caem ao menos uma vez ao ano e 13% caem de forma recorrente – neste período de pandemia e isolamento social, o número chegou a 30%.

Para o diretor da Regional São Paulo da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), Danilo Nishikawa, os problemas que têm sido mais frequentes estão ligados a queda de altura (escada, cadeiras, cama) e acidentes por instrumentos perfuro-cortantes (vidro, faca, serra, prego). “É preciso ficar atento. As quedas podem causar lesões simples, como leves entorses do tornozelo, ou fraturas graves da tíbia, fíbula, calcâneo e metatarsos, que necessitem de tratamento cirúrgico. Já os descuidos com o manuseio de instrumentos de cozinha ou de construção podem ocasionar lesões nos tendões, nervos e vasos sanguíneos da mão, levando a consequências graves”, alertou.

ALERTA.

Os idosos, pelo avanço da idade, apresentam piora da força muscular e da velocidade de reação, piora do equilíbrio, diminuição da acuidade visual, sendo, por tudo isso, mais susceptíveis às quedas, o que, somado à fragilidade óssea, aumenta a chance de fraturas, afirma o geriatra Roberto Schoueri, diretor do Hospital Geriátrico Reger, em São José dos Campos. “Por tudo isso, é importante redobrar os cuidados, com um olhar especial para os riscos potenciais como a iluminação insuficiente, pisos escorregadios, tapetes ou objetos soltos pelo chão, quinas, escadas sem corrimão”.

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