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A importância da psicologia na velhice

 

A psicologia é das maiores virtudes para a velhice, pois essa é uma etapa do desenvolvimento humano que exige mudanças e adaptações que não podem ser simplesmente descartadas ou desconsideradas. Há necessariamente uma sequência de perdas durante a vida; por isso, é importante que os idosos tenham um lugar para falar sobre suas perdas significativas, sejam elas de origem familiar, profissional ou com relação à saúde. Essas perdas, uma vez enxergadas e ressignificadas, podem ser melhores aceitas, totalmente incorporadas e, ao invés de serem origem de sofrimentos, dores ou de doenças psicossomáticas, transformam-se em fatos da vida, em acúmulo de experiências, em fonte de resiliência, e por aí vai. Uma forma de compreender o processo de envelhecimento é o de uma sequência de escolhas adaptativas às condições impostas pela realidade. De fato, o tempo vai impondo seus limites e cabe a nós aprender a tirar o melhor proveito da vida, principalmente no quesito aprendizado. Por fim, podemos nos tornar velhos mais limitados mas completamente felizes dentro das limitações da vida.

Ser idoso não significa estar sozinho, mesmo porque há uma diferença entre isolamento e solidão. De acordo com a etimologia, “solidão” tem raiz no “solo”, enquanto “isolamento” tem raiz etimológica em isola, ou seja, ilha, o que nos faz compreender que “isolamento” remete à perda dos laços sociais, enquanto na solidão há a existência de laços. De acordo com a doutora em Teoria Psicanalítica pela UFRJ, Glória Maria Castilho, “um cantor que deixa sua banda para seguir carreira solo ainda vai necessitar de muitas pessoas em seu entorno, de muitos laços para que possa se realizar”, o que caracterizaria a solidão.

Entretanto, não podemos classificar essa população em uma única maneira, pois há uma multiplicidade de condições que diversos idosos podem vivenciar e que podem definir suas características. Muitas coisas fazem a individualidade, a irrepetibilidade de cada um de nós, tais como a história de vida, a maneira como é visto na sociedade ou ainda quais as necessidades de suporte. De toda essa reflexão, uma coisa é certa: os idosos precisam de novos laços sociais para obter um envelhecimento saudável e um auto conhecimento elevado, através de atividades que atendam seus repertórios de interesses e gostos, como arte, política, história ou dança. Além disso, é importante que os analistas se interessem pelas suas histórias, para que eles possam lidar com seus ganhos, perdas e limitações de maneira natural.

Enfim, envelhecer bem depende de um equilíbrio favorável entre as perdas e os ganhos trazidos pelo envelhecimento. Afinal, é preciso compreender que cada fase da vida tem seus desafios e objetivos a serem cumpridos e isso não é diferente na velhice. Viva da maneira mais verdadeira e se vincule com quem você realmente é e assuma a responsabilidade pelo seu bem-estar. Seguindo essa premissa, poderá viver com mais qualidade.

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Um comentário

  1. janete

    muito bom o seu artigo

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